Cultura - Rádio Bom Jesus 98 FM

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História da Cidade
Município mineiro tricentenário, Conceição do Mato Dentro, situada na região central do estado de Minas Gerais. A exemplo de tantas cidades mineiras, a história de Conceição do Mato Dentro está ligada à corrida do ouro, no início do século XVIII.  Segundo registros, foi entre os penhascos da Serra da Ferrugem e os espigões do Campo Grande e Cotocorí, local onde os bandeirantes se entrincheiraram contra os primeiros habitantes, os ferozes índios botocudos, em que se encontravam as mais ricas lavras auríferas de toda a Região Nordestina da Capitania.
Desde o alto do córrego Vintém até a Bandeirinha o metal (ouro) brotava, como que por milagre, das entranhas da terra.
Conceição dos Bandeirantes Fernandes Tourinho, Gaspar Soares, Manoel Corrêa de Paiva e Gabriel Ponce de Leon.
A origem do nome passa pela fé e história de duas virgens. A virgem Conceição, por ser a santa escolhida como padroeira da cidade, e a “mata virgem”, que os índios chamavam caa-eté, que significa mata virgem. Daí, a expressão “mato dentro”. Juntando as duas, passou a se chamar Conceição do Mato Dentro. Dentro também do coração.
A emancipação de Conceição do Mato Dentro aconteceu no dia 23 de março de 1850, o arraial foi elevado à vila com a denominação de Conceição. A elevação à cidade aconteceu em outubro de 1851, desta vez, com o nome de Conceição do Serro. Já em 31 de dezembro de 1943, por meio do decreto-lei nº 1058, passou a se chamar Conceição do Mato Dentro.
Chafariz da Praça Dom Joaquim
Substituindo o velho pelourinho existente no local desde 1719, onde os negros eram castigados, o Chafariz da Praça Dom Joaquim foi inaugurado em 22 de abril de 1825 por iniciativa de Cônego Bento Alves Goldim e do Comendador Joaquim Bento Ferreira Carneiro.
O projeto e a execução da escultura couberam ao mestre José Caetano. A estrutura do chafariz se constitui de uma coluna com cerca de 3,30m de altura, torneada em duas partes. Na inferior, estão quatro carrancas em figura de vulto, sustentando com as costas o pedestal onde se assenta um “guerreiro guarani”. As carrancas, medindo cada uma 0,57m, são figuras nuas, suspensas no ar e abrindo a boca com ambas as mãos, por onde jorrava água. O índio, no alto, mede 0,80m com as mãos na cintura, olhar para o alto, está vestido com pequeno saiote e manto que rasteja até os pés e adornado com colar, brincos de argola e cocar de plumas.
O monumento, por seu feitio e originalidade, é um dos mais belos exemplares do gênero existentes em Minas Gerais e é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
Igreja Matriz
A igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição foi erguida nos primeiros anos do século XVIII, por iniciativa do sertanista Gabriel Ponce de Leon. Foi ele que mandou vir de Itu, São Paulo, em 1703, a imagem da padroeira. Em 1722 a capela-mor já se encontrava concluída e, em 1772, foi concedido auxílio real para dar procedimento às obras que foram concluídas no dia 06 de novembro de 1802, quando a igreja recebeu a benção inaugural.
A Matriz de Nossa Senhora da Conceição é um dos maiores patrimônios arquitetônicos da cidade. Sua construção norteou toda a ocupação em seu entorno e isso fez e faz com que ela seja a referência da comunidade, além de abrigar a padroeira do município. Passou por vários trabalhos de reparo e restauração, e em 1948 foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que também executou obras de restauração e pintura geral da igreja.
A igreja Matriz esteve fechada desde o ano de 2005. No dia 08 de dezembro de 2018, foi reaberta a comunidade Conceicionense, localizada no centro de Conceição do Mato Dentro, a igreja tem mais de três séculos e a sua reabertura aconteceu no dia do aniversário de 316 anos de história do município. A matriz foi totalmente restaurada, resgatando as características da sua construção, que levou quase 100 anos para ser concluída.
Capela de Nossa Senhora do Rosário
A capela foi construída pelos escravos e pretos forros, os quais foram proibidos de entrar na igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, após incidente durante a visita pastoral do bispo do Rio de Janeiro, Dom Frei Antônio de Guadalupe, em 1727. As obras tiveram início em 28 de março de 1728, mas nada se sabe sobre a autoria de seu projeto. Foi inaugurada em 1730, ainda sem ornamentação. As obras de talha e de douramento foram contratadas em 1745, mas somente foram concluídas décadas depois. Foi restaurada em 1940, em 1954 e em 2003.
Está instalada num terreno relativamente plano, com frente voltada para o Norte, com vista para o vale do rio Santo Antônio e serras na direção do Itambé. Está de costas para a região mais central e adensada do núcleo urbano, um pouco elevada do solo, com degraus e passeio. Tem estilo colonial, com estrutura autônoma de madeira e vedações em adobe e pau-a-pique. Apresenta torre dianteira central e chanfros laterais, em ângulo, diferenciando-se bastante do modelo tradicional. Tem porta principal em folhas almofadadas e com bandeira almofadada fixa, encimada por óculo de linhas curvas e torre. Tem decoração interna com lambrequins e um conjunto de talhas em rococó e neoclássica nos altares. Tem piso em madeira, e forro em madeira em abóbada pintado na capela-mor e sem pintura na nave.
Igreja Santana
A Igreja de Santana recebeu a benção inaugural em 14 de julho de 1744. Situada no alto da colina da Santana, o prédio é referência na área central. Trata-se de uma construção singela que atrai a atenção dos turistas e visitantes.
A edificação possui compartimento único e apresenta frontão triangular decorado com telhas de bica, bem característica da região de Diamantina. Acima do mesmo se eleva pequena torre em forma de octógono irregular, com cobertura de telhas e um pequeno crucifixo no alto. A decoração da fachada principal é completa com óculo, janelas laterais rasgadas e porta almofadada com sobreverga em frontão triangular denticulado.
Conserva-se do período colonial, o arcabouço do edifício, as imagens de Santana e São Benedito e o sino da época de sua construção, mas todo o sistema de vãos e a decoração interna foram alterados por elemento de gosto neoclássico.
Conta, ainda, com um retábulo-mor constituído de dois conjuntos de colunas lisas, com pinturas marmorizadas nos seus enquadramentos e em disposição reentrantes. São encimadas por capitéis e cimalhas decorados com frisos e dentículos. O seu coroamento é em arcos em continuidade das colunas e com o mesmo tipo de pintura, decorado com medalhão na parte superior.
Santuário do Senhor Bom Jesus do Matosinhos
O Santuário de Bom Jesus do Matosinhos recebeu a benção inaugural em 1750. Mas o templo foi reconstruído em 1760, com aproveitamento da primitiva capela, que passava a servir como capela-mor. Em 1773, a nova edificação já estava quase concluída. Mas em 1934, a igreja encontrava-se em péssimo estado de conservação. Assim, foi totalmente demolida e substituída por uma construção moderna.
Embora se trate de edificação recente, o atual Santuário do Senhor Bom Jesus do Matosinhos merece menção não só por substituir um dos mais antigos monumentos religiosos locais, como também por ser o foco de uma das maiores romarias do estado de Minas Gerais, o Jubileu do Senhor Bom Jesus do Matosinhos.
Há mais de 232 anos, entre os dias 13 a 24 de junho é comemorado o Jubileu, evento de maior importância na cidade. É com certeza, por ocasião das festividades que o turismo religioso tem seu maior foco. Também, durante todo o ano, fiéis e devotos do Bom Jesus visitam o Santuário em busca de milagres, numa manifestação única de fé.
Fonte: Prefeitura Municipal de Conceição do Mato Dentro-MG (http://cmd.mg.gov.br/manifestacoes-culturais-e-religiosas )
Mais informações: Secretaria Municipal de Turismo / Telefone: (31) 3868-2223 / Horário de atendimento: 8h às 17h
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