O governo conseguiu apoio suficiente para levar a votação a PEC que acaba com a escala de trabalho 6×1. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, do União Brasil do Amapá, confirmou nesta terça-feira, dia 13, que já há assinaturas suficientes para aprovar um requerimento de calendário especial para a proposta.
Esse requerimento, apresentado pela bancada do governo Lula, permite pular o intervalo normal que existe entre a primeira e a segunda votação de uma PEC — o que acelera bastante o processo. A líder do governo no Senado, Teresa Leitão, do PT de Pernambuco, disse que as duas votações têm chance de acontecer já na quarta-feira, dia 14.
A oposição, porém, quer que a segunda votação só aconteça depois das eleições de 25 de outubro.
Nesta terça foi realizada a penúltima sessão de discussão sobre a PEC. A última discussão acontece na quarta, e logo depois pode vir a votação.
Um ponto importante: o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, senador pelo Rio de Janeiro, anunciou apoio à PEC. Isso mesmo depois de sua campanha ter acusado a tramitação da proposta de ter caráter eleitoreiro. Flávio também defende outra proposta, que cria contrato de trabalho por hora e permite redução de salário se o empregado trabalhar jornada menor.
A senadora Damares Alves, dos Republicanos do Distrito Federal, disse que o anúncio de Flávio vai "animar muita gente" a votar a favor da PEC.
Fonte: Jovem Pan · Foto: Comissão especial do fim da escala 6x1 Vinicius Loures/Câmara dos Deputados








